Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

Symphony of Peace Prayers

SOPP2007

 

 

No dia 20 de Maio de 2007 aconteceu no Japão um congresso (Simphony of Peace Prayers) para a paz no mundo.
Maria Flávia de Monsaraz foi convidada e por sua vez convidou o Dr. Francisco (que já viveu no Japão) para a acompanhar para fazer a tradução.
No Quiron (Centro Português de Astrologia), numa das suas aulas de astrologia, Maria Flávia partilhou como foi essa experiência.
Aqui fica o relato do seu testemunho.
 
 
Plutão é o deus do infra mundo. Simboliza o lado negro, a sombra da humanidade, morte e regeneração.
 
Eu estive no Japão e queria partilhar uma experiência que corresponde à vivência do país como Plutónica.
Fui participar num congresso para a paz no mundo onde participaram todas as igrejas do mundo. Havia Sacerdotes Sufis, Árabes, da Igreja Ortodoxa, da Igreja Católica… Estavam também cientistas dos que fazem investigação de ponta para as novas descobertas da ciência, ligadas à genética, biologia, etc. e estavam pessoas que fundaram instituições para a paz no mundo. Consideraram o Quiron como uma dessas instituições e por isso fui convidada.
Houve uma mesa redonda onde se colocaram questões como: “qual é o poder da oração” e “como entendemos que a oração pode mudar o mundo”.
Foi interessante ver como as pessoas tentaram responder honestamente e tentaram descobrir aquilo que as unia, o que as punha em comum.
Foi a primeira vez que aconteceu uma convergência de valores comuns entre pessoas de tão diferentes lugares.
É uma esperança incrível e um prenúncio de tudo o que pode vir a acontecer e, que eu ando a anunciar há 30 anos, desde que estudo astrologia, que o mundo vai mudar e que as pessoas vão mudar e que não se vão repetir os anos negros da história da humanidade.
Isto no Sábado.
No Domingo, houve uma cerimónia em que estavam 10.000 pessoas num santuário no monte Fuji. O monte Fuji é uma montanha sagrada que na realidade é uma cratera de um vulcão. É de uma serenidade e vibração muito especial.
Houve uma cerimónia no sentido de todos os legados, todas as igrejas, dizerem alguma coisa ou por exemplo o sacerdote Sufi cantou um canto intemporal a chamar o céu, ecoando por aqueles montes e por aquela paisagem, exprimindo a intemporalidade das almas.
Eu tive o privilégio de ir com um amigo (Dr. Francisco Castro), que viveu e estudou no Japão e conhece muito bem o Japão. Foi comigo para traduzir as coisas que eu dizia. Ele fez questão que, depois do encontro, fossemos a Hiroshima.
Eu senti que era preciso fazer isso. Aí percebi, e queria partilhar, o que é a morte e o renascimento de uma nação. Que é exactamente um experiência plutónica. Porque o Plutão onde está é onde tem o máximo poder de destruição. Mas é também, porque vamos ao limite da destruição, onde podemos virar no seu contrário. Onde nós podemos reintegrar uma dimensão de entrega e de vida e de paz maior.
Foi exactamente o que aconteceu naquele país. Cá, estamos longe e ouvimos as notícias à distância e somos um pouco distraídos e não temos a noção do que se passa no mundo. Eu não tinha, pelo menos.
Ainda tinha a vaga ideia de que os japoneses eram seres muito violentos. Na realidade os japoneses foram muito violentos. Tiveram um feudalismo que acabou com os samurais no séc. XIX, violentíssimo e terrível e apanharam com a bomba atómica. Eles atraíram cármicamente a máxima violência.
Acontece que eles perceberam a experiência, perceberam o significado daquilo.
É um país que morreu. Uma alma nacional que morreu e que renasceu. Que renasceu a dizer, “No more Hiroshimas”. Eles têm lá os cartazes.
Acontece que no Japão não há uma arma. O Japão, tão violento em tempos, agora não mata um animal. Eles foram tão longe na consciência do que é o retorno da violência que não querem mais violência nenhuma.
Esta obsessão para a paz no mundo, eu percebi que não é um processo totalmente religioso, não é um processo que vem de dentro e de uma dimensão de consciência amorosa profunda. É um processo que vem de fora, de uma compreensão de “mais Hiroshima não, nunca mais”.
E quando fui ao poço onde caiu a bomba, eles têm uma exposição que chamam “exposição para a Paz”. Em que mostram toda a estrutura da guerra, como tudo aconteceu, em que altura, de que maneira, e que mostram como era Hiroshima e como ficou depois da bomba.
Acontece que Hiroshima hoje é uma cidade cheia de flores em que as crianças das várias escolas vão todos os dias cantar em frente do túmulo das vítimas hinos para a paz. Em que há um sino para a paz no mundo que ressoa todos os dias com uma intenção para a paz no mundo.
Ir a Hiroshima, fez-me sair de lá com muito mais esperança. O renascimento depois da morte também é possível. E a transformação das pessoas e das mentalidades e da educação. Um país inteiro viveu a violência até à guerra e no entanto a mudança foi possível.
.
   
.
 
.
.
.
.
Conexão com o Divino
 
Um mundo a transbordar de divindade
 
Quando perdeu a humanidade a sua consciência divina para o mundo das trevas? Até que ponto abandonámos nós a nossa natureza sublime? Quando nos esquecemos da nossa inata dignidade e poder decisivo? Quando perdemos nós a visão do verdadeiro propósito das nossas vidas, e o espírito de amor incondicional que não espera recompensas? Até que ponto ficou a nossa consciência divina virada completamente do avesso?
Originalmente, os seres humanos eram divinos, sem uma pequena excepção. Toda a vida humana era então inundada de qualidades divinas. Todas as pessoas estavam em ressonância com a energia divina, ecoando a fonte divina e afectando-se uns aos outros como seres divinos.
Qualidades divinas existiam em todo o lado, criando campos energéticos de divindade. A divindade não estava separada da natureza, mas sim permeando toda a natureza. Sendo ilimitada, envolvia e abraçava o Universo, a Terra, humanidade e toda a vida e existência.
Então, quando é que foi que nós perdemos a nossa consciência divina e começámos a ancorar dúvidas e um sentido de pecado? Quando começámos nós a rejeitar o valor da nossa existência e a olhar para nós próprios, vivendo numa baixa dimensão de consciência? Quando perdemos nós a visão do nosso propósito na vida e tornámo-nos controlados pelos fenómenos do mundo físico – pelo nosso pequeno termo de ganhos e perdas?
Os elementos incluídos nos seres humanos, e o poder que nos rodeia, estão todos cheios de luz da fonte universal. Esta fonte divina é, ela mesma, um criador dinâmico, mantendo constantemente uma larga escala de harmonia. Isto é um princípio da oscilação de vida cósmica. Quando vivemos sobre estes princípios, as nossas vidas são a própria bondade, o próprio amor, a própria beleza e a própria divindade.
Se isto é assim, de onde vêm as nossas dúvidas e os nossos sentimentos de culpa? Qual foi o grande pecado que nós cometemos? É simplesmente um desmerecimento da verdadeira natureza do nosso ser, a nossa consciência divina. Nós negamos a existência do espírito e em vez disso focamos e pomos valor no nosso ser físico.
Num determinado ponto do tempo, a humanidade parou de buscar a verdade, e em sua vez começou a perseguição da ilusória ganância material. Isto foi o princípio do nosso sofrimento. Não é para culpar ninguém mas cada um e todos os seres humanos devem tomar responsabilidade por isso. E é também nossa responsabilidade avivar a memória do nosso ser original.
O grande pecado da humanidade (evolução infinita e auto criação) foi termo-nos tornado cegos para a divina verdade sagrada que existia em nós. Tornámo-nos demasiado distraídos para sentir honra e louvar a divina consciência que claramente reside em todos nós. Em vez disso, nós rejeitámos e perdemos respeito pela verdadeira natureza do nosso ser. Talvez isto seja o que as pessoas há tanto tempo designam como ‘pecado original’.
A palavra ‘pecado’ não se refere simplesmente a alguma acção visível ou acto proibido. É, antes, trair a nossa divindade inerente. O grande erro que nós humanos fizemos foi o de desmerecermos as nossas próprias qualidades sagradas, e a dignidade e valor da nossa existência. 
.
www.byakko.org
www.byakko.or.jp/sopp2007/index.html
publicado por salvamedtrad às 17:36

link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Março 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Múcio Sá

. Alquimia

. MEDITAÇÃO: Apelo ao despe...

. Symphony of Peace Prayers

. Actividades dos Sócios da...

. Feng Shui

. Dietas

. NOTÍCIAS

. Contos da Keiko

. Entrevistas SALVA

. Reviver a Tradição

. YAKUZEN

. História da Salva

. Apresentação.

.arquivos

. Março 2008

. Dezembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

.tags

. todas as tags

.links

.as minhas fotos

blogs SAPO

.subscrever feeds